Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Achados no baú (11)

  Num blog inteiramente dedicado ao jazz e pouco dado a preocupações exaustivas com a comemoração de aniversários ou efemérides, poderá estranhar-se que se fale hoje aqui de um músico alinhado com a chamada “nova música” e a “música improvisada”, quantas vezes situada nas margens ou completamente afastada do próprio jazz.  Mas a circunstância de hoje completar 60 anos o violinista Carlos Zíngaro  – sem dúvida a personalidade portuguesa mais destacada nestas áreas musicais, através de uma carreira nacional e internacional há muito consagrada –  levou-me a procurar  (e a achar), no meu baú de recordações, um longo texto que me lembrei de ter escrito há 34 anos  (30.03.74 e 06.04.74)  no saudoso Cinéfilo, a propósito de um quinteto  – o Plexus –  do qual fazia parte, como co-fundador e membro influente, o próprio Zíngaro e que, na passagem dos anos de 1960 para 1970, chegou a ser durante algum tempo grupo residente do Luisiana Jazz Clube, um velho clube de Cascais do qual foram proprietários Jean-Pierre Gebler e Luíz Villas-Boas.  Uma prova, aliás, de total abertura por parte deste último que, mais tarde, não deixaria de ser contemplado com alguns infames epítetos, nos “anos de brasa” posteriores a Abril de 74.

  Independentemente do tom da época, de algumas observações naturalmente datadas e de certas ingenuidades de passagem, pareceu-me importante  (salvo alguma gralha involuntária)  manter o texto tal e qual foi então publicado, isto porque (passe a basófia)  um certo rigor analítico que sempre procurei manter ao longo dos anos raramente me fez arrepender ou arrepiar caminho em relação a algo que tenha escrito, mesmo que há muito tempo.  No caso presente  – e por questões de economia de espaço, mesmo que este por aqui abunde –  apenas me pareceu adequado, para poupar o eventual leitor, eliminar a introdução e início da segunda parte do artigo em questão, para não repetir ou citar  (na caracterização do Plexus)  muito do essencial que já havia sido dito na primeira parte.

                                          

  Refira-se por fim que, como poderá ver-se na reprodução da capa do Cinéfilo nº. 27  (com data de 06.04.74), se tinha realizado por essa altura no Coliseu dos Recreios em Lisboa, um tal I Encontro da Canção Portuguesa, no qual haviam participado  (excluindo os exilados políticos)  todos os principais cantores de intervenção dessa época.  Já andava então pelo ar o cheiro dos cravos.  E três números depois, já sem o carimbo da Comissão de Censura, saía o primeiro Cinéfilo publicado em Liberdade.

A Revolução andava pelas ruas!

__________________________

 

Jazz em directo... no Hot Clube de Portugal  (1)

Se bem se recordam, há alguns meses tirei-me de cuidados, enjeitei prudências, e pensei em falar-lhes dos músicos, da música e do ambiente “jazzístico” que hoje podemos encontrar nos dois únicos clubes de jazz existentes entre nós – o Hot Clube de Portugal e o Luisiana Jazz Club.

Fruto de coincidência, por um lado, e de desencontros, por outro, já nestas páginas (Cinéfilo nº. 13, de 27.12.73), lhes disse o que penso do jazz actualmente praticado  pelos músicos que mais habitualmente actuam no primeiro daqueles clubes, mas ainda não tivera a oportunidade de ouvir com uma desejável atenção e continuidade o jazz que nos é proposto actualmente pelo jovem agrupamento Plexus que, como já aqui tem sido referido várias vezes, é o conjunto residente do Luisiana em Cascais.

Aparentemente votado a um esquecimento, certamente não voluntário, por parte da crítica especializada, o trabalho até aqui realizado pelo Plexus talvez não seja ainda do conhecimento generalizado do público português amador de jazz, pelo que hoje se lhe dedicará especial atenção.

A oportunidade foi proporcionada pela recente realização de quatro sessões pelo Plexus, em Lisboa, no Hot Clube, num exemplo de colaboração que, cremos, evidencia o bom entendimento entre as direcções dos dois clubes.  Elas aconteceram em 8, 9, 22 e 23 do corrente e o Cinéfilo lá esteve presente nas noites de 9 e 23.

Destas duas sessões ficámos com uma ideia já muito aproximada das actuais possibilidades do referido agrupamento e dos caminhos musicais que, mais nitidamente, procuram trilhar os seus jovens elementos.  E o presente artigo mais não pretende, por agora, do que dar-lhes conta do que ouvimos no campo exclusivamente musical, dado que, em futura oportunidade, talvez se afigure interessante ratificar ou rectificar estas primeiras impressões.

Como foi formado e como pretende exprimir-se musicalmente o Plexus?  De um “manifesto” distribuído recentemente, podem extrair-se alguns dados esclarecedores:

Grupo formado em 1967, dentro do espírito de vanguardismo na arte.  Apenas actualmente, por motrivos diversos, pôde surgir na sua aproximada/desejada expressão musical, após várias e pouco interessantes fases.  O jazz que hoje praticamos é a forma desesperadamente proveniente de longas ‘discussões’ musicais (ou não).  Das limitações técnicas/financeiras passou-se à linguagem do possível-real-objectivo. (...)  Mesmo firmada numa linguagem que não será totalmente nova, ela é (a nossa música) experimental. (...)  A liberdade não é uma parede branca onde tudo se possa escrever.  A liberdade é agir com conhecimento de causa. (...)

                                                           

  (com a devida vénia, desenho do próprio Zíngaro então publicado no "Cinéfilo")

                                                            
Ora, e para começar, se nem sempre o bla-bla-bla dos textos teóricos resulta, na prática, numa verdade correspondente, acontece que, neste caso, vários foram os momentos em que o crítico se identificou com os propósitos da música que lhe foi dado ouvir  – o que não quer significar necessariamente uma identificação total e constante com a música daí resultante.  A ausência do analfabetismo musical, a recusa do efeito fácil e demagógico, o alheamento quase conseguido de certas e aliciantes modas, o nojo epidérmico, evidente, por determinado tipo de tiques, de movimentações cénicas destinadas a “vender gato por lebre”  –  estes os verdadeiros e primeiros trunfos que encontrei no Plexus.

Adiantando, ainda, algo mais sobre o que de positivo encontrei neste agrupamento, é sobretudo ao nivel puramente musical que as intenções anunciadas pelo Plexus são mais conseguidas.  Na generalidade, a capacidade técnica de todos os seus elementos está já acima da média.  Isso verifica-se sobretudo em Carlos Zíngaro (violino), Celso de Carvalho (contrabaixo) e Miguel Campina (bateria).  Rui Neves (sax-soprano), dominando já muito razoavelmente a técnica de embocadura, ainda terá caminho a percorrer para conseguir uma perfeita dedilhação capaz de reproduzir de imediato a eventual fluência das ideias.  Quanto a Nelson (trompete e sax-alto), atravessa ainda uma fase de procura de um estilo próprio, talvez porque possua uma técnica ainda relativamente incipiente, talvez porque parece ser o que mais recentemente chegou ao jazz de vanguarda.

Zíngaro e Celso, sobretudo este último, são os elementos em que se nota uma predominância da técnica clássica na abordagem dos instrumentos.  Daqui resulta, em Zíngaro  (descontada a tradicional “ingratidão” do seu instrumento, no jazz), um aproveitamento ainda escolástico das possibilidades tímbricas do violino, mesmo que essa escola tenha já longínquos pontos de contacto com certas aquisições da música contemporânea “erudita” ocidental. Quanto a Celso, impressiona muito agradavelmente o rigor da afinação, o excelente controlo da sonoridade do contrabaixo, o inteligente contraste entre os sons “pobres” e “ricos” conseguido através da pressão “seca” ou vibrada dos dedos sobre as cordas ou, sobretudo, da utilização quase sempre oportuna dos harmónicos.  O aspecto mais positivo da sua técnica é, ainda, claramente, a utilização muito competente do arco que, como Zíngaro, ele maneja com apreciável destreza e imaginação tímbrica, por exemplo, quando percute ou quando fricciona as cordas perto do cavalete.  O pizzicato é, no entanto, o senão da técnica contrabaixística de Celso, apenas porque resultante directa e nítida da concepção clássica do pizzicato no violoncelo, seu primeiro instrumento.

Miguel Campina é um baterista desenvolto e, neste tipo de jazz, sem grandes problemas técnicos, arquitectando com gosto os contrastes entre os timbres dos vários conjuntos de pratos e peles, mostrando uma certa independência de mãos e pés, e contribuindo muitas vezes, pela utilização de rolamentos e explosões súbitas, para a destruição violenta da frieza sonora global que é comum aos outros elementos.  Miguel tem, sobre os restantes, a vantagem de saber criar com uma certa clarividência os melhores momentos de intensidade emocional.  E refira-se que Nelson é, geralmente  (apenas no trompete, note-se)  o que melhor o acompanha de perto, ultrapassando com certa coragem as suas limitações técnicas e criando, através de torrentes de notas aleatórias e fortuitas e da produção de sons violentos e gritados, roucos e nervosos, os únicos verdadeiros momentos de aventura e desafio que ainda tão arredios estão do Plexus e que são a razão de ser de todo o jazz.

Repare-se que, ao longo da audição dos vários temas, o crítico vai encontrando motivos de regozijo e de identificação com a construção global do discurso colectivo ou individual dos músicos que o formam.  A música não nos é imposta demagogicamente, como massas sonoras que se atiram arbitrariamente de encontro aos nossos ouvidos.  Os vários solos ou fragmentos melódicos que se entrecruzam são elementos de um todo colectivo que resulta coerente porque os músicos se ouvem uns aos outros, se completam, se isolam e voltam a juntar-se, muitas vezes a partir da produção e do encontro de uma única nota que serve de passagem de testemunho ao músico-companheiro.  As alternâncias entre os momentos mais reflectidos ou comandados pela razão e os momentos de maior paroxismo, em que a emoção mais transparece, surgem comandados por uma coerência interna e por uma correcta dosagem de fluxos e refluxos.

Mas se isto é verdade em relação à audição da primeira meia dúzia de temas, uma certa frieza do Plexus começa a evidenciar-se mais e mais e passa a constituir o lado mais monótono da sua concepção-jazz à medida que os temas se sucedem, o que é agravado nas posteriores audições do grupo.  Muito do que me pareceu mais positivo na noite de 9 se diluiu um pouco na noite de 23.  É verdade que o público da primeira noite foi incomparavelmente melhor do que o público da segunda noite, este verdadeiramente impossível de suportar, falando e conversando em altos berros e comportando-se como se estivesse num qualquer “boîte” mais ou menos mundana.  E a música do Plexus ressente-se disto.

Descontando a influência nefasta deste ambiente, pareceu-me, na noite de sábado passado, que o Plexus deverá preocupar-se agora mais com a componente emocional da sua música e, ultrapassada a fase laboratorial de estudo e procura de uma estética e de uma perfeição técnica, lançar-se com maior espírito de aventura em busca de novos caminhos para os quais já possui, à partida, um mínimo de bases seguras.

Bases seguras que se revelaram estimulantes na concepção dos temas que nos foi dado ouvir e que fazem transparecer uma sinceridade e seriedade que não é demais realçar.  E porque nem tudo agora foi esgotado, no próximo número me debruçarei mais detalhadamente sobre os temas que, desta vez, o Plexus nos apresentou.

                         



(...) Se o público do Hot, na segunda sessão a que assisti, como já disse, não foi o ideal para a música do Plexus, isso deve ser entendido como um facto objectivo acerca do qual será útil tirar as necessárias lições.  Essa tarefa compete agora, essencialmente, aos componentes do Plexus.  E talvez não seja de menor importância pensarem que a sua música está longe de possuir a força e a verdade que fazem calar os mais “distraídos”, numa primeira fase, e que contribuem para um verdadeiro acto de comunicação colectiva, numa segunda fase.  E essa força e essa verdade têm de ser investigadas e analisadas de um ponto de vista estético, cultural e humano, procurando apreender criticamente todas as componentes expressivas que a história sonora  (e não só)  do jazz tem mantido ao longo dos anos, seja qual foi a “corrente” ou o “estilo” que pretende investigar-se.

O tratamento particularmente expressivo  (“vocal”)  dos instrumentos, a negritude evidente ou tantas vezes apenas implícita das “blue notes” presentes em todo o verdadeiro jazz, as diferentes concepções dos vários fenómenos rítmicos  (reduzidos à tradicional noção de “swing”, de balanço, ou evoluindo progressivamente para a actual noção, mais global, de tensão e distensão), as diversas atitudes perante os “mistérios” da improvisação  –  toda a história sonora do jazz, como disse, desde Armstrong a Braxton, é um material de estudo não negligenciável, antes indispensável, inesgotável, para quem pretende exprimir-se musicalmente nesta linguagem, mesmo na sua recente formulação de vangarda.  Isto, independentemente dos nomes que pretendem atribuir-se a essa linguagem – jazz, new music, new thing, creative music, música afro-americana, conceptual jazz...

Como disse no artigo anterior, o Plexus apresenta um mínimo de bases técnicas relativamente seguras para se afastar da frieza dos “conservatórios” e aventurar-se à conquista da cultura viva que nos é transmitida pela vida e obra dos grandes homens do jazz.  Mas, se o recusar, arriscar-se-á a cair no campo do puro experimentalismo intelectual “à europeia” e, o que seria mais grave, na recuperação branca de um fenómeno musical que, sendo já universal, tem, num determinado povo e numa determinada raça  (e na sua música viva), os seus principais mestres e criadores.

A maioria dos temas apresentados nestas duas sessões foram compostos por membros do Plexus, o que não deve deixar de se referir:  Pantufas Incómodas (de Rui e Zíngaro), Celsiana (de Celso), Lambidela (de Zíngaro), Insónia (de Zíngaro), Requiem para Uma Sociedade Pôdre (de Zíngaro e Celso), Simplesmente Coisa (de Zíngaro e Celso).  Além destes, ouvimos ainda Comme Il Faut (de Ornette Coleman), Oh! Dear (de Barre Philips) e Love Cry (de Albert Ayler).

Os melhores momentos  (e refiro-me à sessão da noite de 9, dado que foi a sessão a que valeu verdadeiramente a pena assistir)  foram Lambidela, Celsiana e Insónia.  O primeiro tema é constituído por uma melodia deliberadamente ridícula e “chacha” que é destruída a partir da intervenção pulverizante de Miguel (bateria) e de Nelson (trompete).  Estes dois músicos foram felizes no estabelecimento de uma atmosfera de certa violência crítica, que quebrava e subvertia a linearidade do tema.  As explosões da bateria, as frases ora gritadas ora irónicas  (toques militares, etc.)  do trompete e a sonoridade rouca do soprano (Rui Neves) criaram momentos de grande intensidade sonora.


Detectavam-se, aqui, as benéficas influências de Steve Lacy ("Estilhaços”), Ornette Coleman (álbum duplo “Free Jazz”) ou o surrealismo de Albert AylerCelsiana foi um veículo ideal para os instrumentos de corda e arco (Celso e Zíngaro).  Sobretudo Zíngaro fez um bom aproveitamente da câmara de eco, estabelecendo um inteligente diálogo consigo próprio, entre os sons emitidos e os sons reverberados, extraindo belos efeitos tímbricos da reverberação batida dos sons “roucos” ou “lisos” produzidos pelo arco junto ao talão ou próximo da ponta e alternando as notas friccionadas com as notas em pizzicatoInsónia colocou em evidência a correcta noção de alternância tímbrica entre os vários címbalos e tambores por parte de Miguel e o melhor solo da noite de Celso, de novo com bem conseguidos efeitos do arco junto do cavalete.

Música de atmosfera e de pesquisa tímbrica foi também o tema Pantufas Incómodas, aguentando até à exaustão e servindo-se dela como ponto de partida e desenvolvimento a execução da quinta Sol-Ré, nas cordas soltas, subsequentemente enriquecida pela produção de harmónicos bem doseados ao longo do tema.  Anote-se, ainda, a inclusão de Song for Che (Charlie Haden) no desenvolvimento do tema Comme Il Faut, de Ornette Coleman, e a brilhante improvisação colectiva em Lambidela.

Estes os aspectos positivos que encontrei nas duas sessões do Plexus no Hot Clube.  Quanto aos aspectos negativos, eles foram mais salientes na segunda parte da primeira sessão e em quase toda a segunda sessão.  A constante e exagerada participação de Zíngaro em todos os temas que nos foram propostos é um deles.  Creio que haveria grande vantagem se o violino não estivesse presente em alguns temas, sobretudo quando sonoridades particulares como esta vêm contrariar nitidamente efeitos de conjunto que não se compadecem com a “frieza” do instrumento e do instrumentista.  Por outro lado, a liderança de Zíngaro é, por vezes, excessiva, o que não quer dizer que, noutras ocasiões, não se revele importante.  Estou a lembrar-me, por exemplo, de um novo tipo de stop chorus, de concepção totalmente original, que foi uma das grandes surpresas de Lambidela.

Por último, um conselho que pretende tudo menos ser paternalista: o abandono puro e simples dos ritmos regulares, quaternários ou ternários, para os quais a maioria dos músicos do Plexus não apresenta a mínima tendência ou preparação, já porque Miguel ou Celso se revelam completamente inaptos quando pretendem “swingar”, já porque a específica articulação de figuras rítmicas tão próprias do jazz, como, por exemplo, esta:

   



revela um entendimento ainda bastante nebuloso do jazz “clássico” ou “tradicional”.

Quanto à ingénua recriação de Love Cry, de Albert Ayler, preferível será atribuí-la a um “pecado de juventude” que a prolongada experiência ajudará a rejeitar, porque Love Cry, como tal, não pode imitar-se, não pode reproduzir-se, é intocável!

Prolongada experiência que, esperamos, o Plexus mantenha com clarividência e determinação para que o jazz português se renove e desenvolva cada vez mais.

              


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 16:55
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